Dr. Ataualpa P. Reis

Bronquite

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Bronquite é a inflamação dos brônquios. Existem dois tipos, a bronquite aguda, que geralmente é causada por vírus ou bactérias e pode durar diversos dias ou semanas, e a bronquite crônica, não necessariamente causada por uma infecção, e geralmente faz parte de uma síndrome chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

A bronquite aguda ou cronica é caracterizada por tosse e expectoração (que expulsa, por meio da tosse, secreções provenientes da traquéia, brônquios e pulmões) e sintomas relacionados à obstrução das vias aéreas pela inflamação e pelo expectorado, como dificuldade de respiração e chiados. O tratamento pode ser realizado com antibióticos, broncodilatadores, entre outros.

] Sinais e sintomas de bronquite

] Diagnóstico

Examinando o doente, o médico pode notar roncos e outras alterações na auscultação do tórax com o estetoscópio. O médico poderá também pedir uma radiografia do tórax para concluir se a doença se agravou para pneumonia. Também poderá ser solicitado o exame do escarro para a identificação do germe envolvido. Outros exames como a análise do sangue poderão identificar a presença do vírus no sangue do indivíduo doente.

Patofisiologia

Tratamento

Para começar o tratamento, é importante eliminar o cigarro (obviamente quando o doente é tabagista), e repousar para evitar respirar em ambientes de gás tóxico e poluição. Para quem já tem a doença há um tempo considerável, deixar o fumo não vai fazer com que a doença regrida, mas desacelerará o seu avanço.

Agentes Mucolíticos e Fluidificantes diminuem a viscosidade do catarro e assim evitam que com a secagem da secreção forme obstruções nos brônquios. Com a diminuição da viscosidade da secreção, as vias respiratórias ficam menos congestionadas, e assim há uma melhora significante da respiração.

Exercícios da terapia de reabilitação fazem com que o paciente seja capaz de utilizar a sua energia melhor ou de uma forma em que haja menor gasto de oxigênio.

A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa), quando necessária, também pode melhorar os sintomas, além de aumentar a expectativa de vida.

Corticóides (medicamentos utilizados para controlar a inflamação crônica dos brônquios) minimizam os sintomas.

Além disso, antibióticos ajudam muito nos casos de exacerbação da doença, quando resultam de uma infecção bacteriana nos brônquios.

] Broncodilatadores

Os broncodilatadores melhoram o fluxo de ar nesta doença, aliviando a falta de ar e a sibilância. Podem ser utilizados através de nebulizações, nebulímetros (semelhantes à "bombinha" da Asma), cápsulas de inalar, comprimidos, xaropes, etc. O meio mais prático é o uso dos nebulímetros pois estes podem ser utilizados tanto em casa quanto fora, além de apresentarem menor freqüência de efeitos indesejáveis (como por exemplo o que um comprimido pode causar ao estômago).

Prognóstico

Prevenção

Na bronquite crônica, é  importante a vacinação anual contra o vírus causador da gripe, uma vez que esta pode piorar a doença. Com este mesmo objetivo, é indicado também o uso da vacina contra o pneumococo, que é a principal bactéria causadora de infecções respiratórias, entre elas a pneumonia, e é claro, a própria bronquite crônica. A vacinação deve ser feita uma única vez e, em casos específicos, pode ser repetida depois de cinco anos.

Tabaco

Uma das principais medidas preventivas a serem tomadas é não fumar. O médico pode oferecer ao seu paciente auxílio neste sentido, podendo indicar medicações auxiliares. A reposição de nicotina por gomas, adesivos ou outros recursos podem ser utilizados.

Também pode ser indicado o uso de bupropiona, um medicamento que tem o efeito de diminuir os sintomas de abstinência ao fumo.

Segundo o GOLD – Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonary Disease, a Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) se caracteriza por “limitação crônica ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível. O termo inclui o enfisema e a bronquite crônica.

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O enfisema é definido, em termos anatomopatológicos, como alargamento do espaço aéreo distal ao bronquíolo terminal (ácino pulmonar), destruição do parênquima sem fibrose evidente, perda da elasticidade pulmonar e fechamento das vias aéreas. A imagem radiológica (exemplo acima) é de um pulmão com “excesso” de ar e “pobre” em vasos, pulmão hiperinsulflado, com retificação dos arcos costais e aumento entre os espaços intercostais.

A bronquite crônica é definida, clinicamente, como a presença de tosse produtiva durante mais de três meses ao ano, durante dois anos consecutivos. A tosse é devido à hipersecreção de muco. A maioria dos pacientes apresenta as duas doenças, entretanto, a extensão da bronquite crônica e do enfisema varia entre os indivíduos.

Processo inflamatório

- A DPOC é caracterizada por uma inflamação crônica ao longo das vias aéreas, parênquima e vasculatura pulmonar. Macrófagos, linfócitos T (predominantemente CD8) e neutrófilos estão aumentados em várias partes do pulmão. As células inflamatórias ativadas liberam uma variedade de mediadores – incluindo leucotrieno B4 (LTB4), interleucina 8 (IL-8), fator alfa de necrose tumoral (TNF-alfa) e outros – capazes de lesarem as estruturas pulmonares e/ou sustentar a inflamação. O processo de recuperação resulta em uma remodelação estrutural da parede da via aérea, com um aumento do conteúdo de colágeno e da formação de tecido cicatricial, que estreita o lúmen e produz obstrução fixa das vias aéreas.

Diferença com a asma – No que diz respeito à asma há predomínio de eosinófilos e linfócitos CD4+, na DPOC há maior infiltração de linfócitos CD8+, neutrófilos e monócitos/macrófagos CD-68+. Na DPOC não ocorre secreção ou liberação de interleucinas (IL) 4 e 5, que é característica da asma.

Localização da lesão inflamatória

Nas vias aéreas centrais - traquéia, brônquios e bronquíolos maiores que 2 a 4 mm de diâmetro interno – as células inflamatórias infiltram a superfície epitelial. As glândulas mucosas secretoras expandidas e um aumento no número de células caliciformes estão associados à hipersecreção mucosa.

Nas vias aéreas periféricas – pequenos brônquios e bronquíolos que possuem um diâmetro interno menor do que 2 mm – a inflamação crônica leva a repetidos ciclos de lesão e recuperação da parede da via aérea.

Parênquima pulmonar – O desequilíbrio proteinase-antiproteinase associado ao estresse oxidativo acaba por levar à destruição do parênquima pulmonar. Neste caso, a maior parte da destruição ocorre nos bronquíolos respiratórios, portanto, no centro do ácino, levando ao enfisema centro-acinar ou centro-lobular, com predomínio nos ápices pulmonares inicialmente; atingindo difusamente os pulmões nas formas mais avançadas. A forma de enfisema pan-acinar ou panlobular se caracteriza por lesão difusa de todo ácino e de todo o pulmão, do bronquíolo respiratório aos alvéolos, sendo mais freqüentemente observada na deficiência de alfa-1-antitripsina, embora possa apresentar-se de forma associada ao centro lobular, em um bom número de pacientes.

Expirometria diagnóstica – A limitação ao fluxo aéreo decorrente do aumento da resistência nas vias aéreas é a alteração fisiopatalógica típica da DPOC e elemento fundamental para diagnóstico. A obstrução fixa das vias aéreas, a inflamação da mucosa brônquica e a hipersecreção brônquica acabam por levar a aumento da resistência das vias aéreas, causando redução de todos os fluxos expiratórios (volume expiratório forçado no 1° segundo – VEF1) e aumento do tempo expiratório. Quando o componente principal é a destruição do parênquima pulmonar (enfisema) há redução da força de retração elástica pulmonar, tornando a expiração ativa, o que leva ao fechamento e aumento de resistência das vias aéreas com diminuição dos fluxos expiratórios.

Enfisema

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Enfisema é uma doença pulmonar obstrutiva crônica caracterizada pela dilatação excessiva dos alvéolos pulmonares, o que causa a perda de capacidade respiratória e uma oxigenação insuficiente. Ela geralmente é causada pela exposição a produtos químicos tóxicos ou exposição prolongada ao fumo de tabaco. Caracteriza-se pela hipertrofia e hiperplasia das paredes das mucosas.

Sinais e sintomas

O enfisema é caracterizado pela perda da elasticidade do tecido pulmonar, destruição das estruturas que suportam os alvéolos, e destruição dos capilares que nutrem os alveólos. O resultado é que as pequenas vias aéreas colabam durante a exalação do ar, levando a uma forma obstrutiva de doença pulmonar. Os sintomas incluem a falta de ar, hipoventilação, e peito expandido. Assim que o enfisema avança, podem-se observar deformidades nas unhas, decorrentes da hipóxia.

As pessoas que sofrem de enfisema podem hiperventilar para manter os níveis sanguíneos de oxigênio adequados. A hiperventilação explica o porquê de os pacientes com enfisema não aparentarem cianose.

Prognóstico e tratamento

O enfisema é uma condição degenerativa irreversível, embora possa haver uma pequena recuperação da função pulmonar. A medida mais importante que pode ser tomada para diminuir a progressão do enfisema é a interrupção do tabagismo por parte do paciente e a diminuição à exposição a cigarros. A reabilitação pulmonar também pode ser muito útil para melhorar a qualidade de vida do paciente. O enfisema também é tratado auxiliando a respiração com anticolinérgicos, broncodilatadores e medicação esteróide (inalada ou oral). Além disso a suplementação de oxigênio também é necessária. Em situações mais graves, pode levar à morte.

Tratamento e cuidados de enfermagem

  • broncos dilatadores (aminofilina, efedrina).
  • fluidificantes (xaropes, iodeto de potássio).
  • antibiótico terapia (penicilina, ampicilina, tetracielinas).
  • oxigeno terapia.
  • inalação.
  • sedativos.
  • corticosteróide.
  • sinais vitais.
  • higiene bucal e corporal.
  • anotar aceitação alimentar.
  • auxiliá-lo, se necessário na deambulação.
  • ambiente calmo e arejado.
  • orientar a expelir secreções, anotar na papeleta aspecto das secreções e qualquer alteração do quadro.
  • medicar conforme prescrição médica..

Associações

O enfisema é geralmente associado à bronquite ou bronquite crônica.

 

Notícias
  • Diretor Médico.
  • Professor Convidado de Pós Graduação da UFMG e Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Doutor em Imunologia pela
  • Bioquímica da UFMG.
  • Ex-presidente da Soc. Brasileira de Alergia e Imunopatologia-MG.
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