Efeitos do tratamento com corticoide nasal e controle ambiental em crianças

Efeitos do tratamento com corticosteróide nasal  e controle do ambiente em crianças portadoras de Rinite Alérgica e Asma Brônquica

Effect of nasal topical corticosteroid and allergen avoidance in children with allergic rhinitis and asthma

Controle do ambiente e corticosteróide nasal em asma

 

         Ataualpa P. Reis1, Luciana Reis2, José Augusto N. Machado3

1-Professor de Pós Graduação em Imunologia da Santa Casa de Belo Horizonte e da Universidade Gama Filho, MG.
2-Médica estagiária
3-Professor de Pós Graduação em Imunologia da Santa Casa de Belo Horizonte

Ataualpa P. Reis-Avenida do Contorno 4852-CEP 30-110100 - Belo Horizonte, MG
Tel-31-3221-9900 Fax 31-3225-2433  Email: apreis@uai.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resumo

         Objetivos: A exposição domiciliar a altos níveis de alérgenos do ambiente tem sido relacionada à rinite alérgica e asma e uma intervenção global de controle do ambiente , bem como o uso de corticosteróide tópico nasal, pode ajudar a melhorar as duas patologias. O estudo teve como objetivo primário determinar os efeitos clínicos deste tratamento e como objetivo secundário verificar a redução dos alérgenos ambientais e a redução da asma destes pacientes.
            Métodos: 62 crianças com rinite alérgica persistente e asma leve persistente (VEF1> 80% do previsto) foram alocadas randomicamente para um grupo de tratamento com medidas globais para controle do ambiente e um grupo controle sem estas medidas. As medidas agressivas de controle global do ambiente consistiram no uso de capas impermeáveis aos ácaros nos colchões e travesseiros, limpeza e aspiração das poeiras, lavagem regular dos tecidos das camas, evitar carpetes e móveis estofados. Além disto, ambos os grupos usaram triancinolona nasal continuamente pelo período de estudo. Observamos durante um período de seis meses , por ensaio duplo cego, se esta intervenção bi facetada teve algum efeito, primariamente, na redução dos sintomas clínicos e secundariamente no nível de alérgenos do ambiente e nas provas de função pulmonar (VEF1 e Peak Flow).
            Resultados: Desfecho favorável foi observado no grupo de tratamento em relação aos sintomas clínicos e nas medidas do pico de fluxo expiratório                                                                                                                                                                                                                   (Peak Flow) em associação com a redução dos níveis de alérgenos do ambiente. As medidas do VEF1 não melhoraram e houve também desfecho favorável, porém menos acentuado, nos mesmos parâmetros no grupo controle.
            Conclusão: Os resultados indicam que medidas globais de controle do ambiente e o uso simultâneo de corticosteróide intranasal em pacientes com rinite alérgica persistente e asma leve persistente têm impacto positivo sobre a asma.

            Descritores: controle ambiental, asma, rinite, corticóide nasal

 

                                                                                                                          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abstract

            Objectives: Home exposure to high level of house allergens has been shown to be related to rhinitis and asthma and global allergen control as well as intranasal use of corticosteroids can reduce both conditions.The primary purpose of the study was to determine the clinical effect of this treatment e secondarily to verify the reduction of environmental allergens and whether this treatment could reduce asthma.
            Methods: Children (62) with clinical persistent rhinitis and mild persistent asthma (FEV1>80% of predicted) were randomly allocated to a global house dust avoidance treatment group and a placebo group with no intervention. The global aggressive intervention for the environment control consisted of the use of mite impermeable covers for mattress and bedding, dusting and vacuuming, regular laundered linen, avoidance of carpets and up-holstered furniture. All patients in both groups used a triancinolone nasal spray continuously throughout the study period. We observed during a period of six months, in a double blind action, whether the intervention and nasal spray had an effect on clinical symptoms and secondarily whether there was any effect on the levels of home antigens on the FEV1 and Peak Flow parameters.
            Results: Significant improvements were seen in the treatment group in symptoms scores and Peak Flow measurements in association with reduction of antigen determination in their homes. FEV1determinations did not improve and a minor improvement in the same parameters was seen in the placebo group.
            Conclusions: The results indicates that global dust mite avoidance measures and the simultaneously use of intranasal steroid in patients with persistent allergic rhinitis and mild persistent asthma had a positive impact in asthma.

            Keywords: environment control, asthma, rhinitis, nasal corticosteroid

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Introdução:

A asma é a doença crônica mais comum na criança e a causa mais freqüente é a alergia aos ácaros ambientais e outros alérgenos do domicílio1-3. Vários estudos mostram a forte relação entre exposição aos alérgenos do ambiente, especialmente os ácaros, fungos e proteínas derivada de animais domésticos, e desenvolvimento de patologia alérgica respiratória3-6. Além disto, a forte relação entre níveis de exposição e sintomas de asma, bem como gravidade, têm sido demonstrada4, 7-8.
  Por outro lado, a inflamação das vias aéreas superiores e inferiores está fortemente associada, de acordo com o “ARIA Workshop Report (Allergic Rhinitis and Its Impact on Asthma)”9, sendo que de 80% a 90% dos pacientes com asma têm rinite alérgica concomitante e cerca de 40% a 50% dos indivíduos com rinite alérgica têm asma10.
  Evidenciando o conceito de que intervenções nas vias aéreas superiores podem influenciar favoravelmente nas vias aéreas inferiores, o uso prolongado de corticosteróide intranasal pode proteger contra exacerbações da asma11, bem como reduz hiperreatividade brônquica e melhora os sintomas asmáticos12-14.
  Neste estudo investigamos se a associação de intervenção agressiva global no ambiente domiciliar do alérgico, com a pretensão de reduzir sua exposição alergênica, e o uso concomitante e prolongado por seis meses de corticosteróide intranasal em crianças portadoras de rinite alérgica pode alterar a presença e as manifestações de asma .

Pacientes e Métodos  

 

Um total de sessenta e duas crianças (idade entre cinco e quinze anos) portadoras de rinite alérgica persistente e asma leve persistente foi recrutado para participar do estudo. Destas trinta e seis foram incluídas no estudo, duplo cego, aleatório e em paralelo e com seis meses de duração. O protocolo de estudo foi realizado de acordo com a Declaração de Helsinque, sendo que todos os pacientes foram esclarecidos e seus pais ou guardiões legais aceitaram e assinaram o termo de consentimento escrito ou verbal antes de sua admissão.
  Os critérios de inclusão foram: diagnóstico clínico de rinite alérgica persistente de acordo com a classificação do II Consenso Brasileiro sobre Rinites15, testes cutâneos positivos a dois ou mais alergenos do ambientes (principalmente ácaros), presença de asma leve persistente (com VEF1 acima de 80% do previsto) de acordo com os critérios de classificação do “Guidelines for the Diagnosis and Management of Asthma-2002” e da IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma-200616-17. Os critérios de exclusão foram: pacientes que usaram corticosteróide nasal, oral, inalado ou intramuscular durante as últimas quatro semanas anteriores ao estudo, pacientes clinicamente instáveis, com infecções do trato respiratório superior, sinusite infecciosa ou exacerbações de asma no período de recrutamento ou durante o estudo.
 Depois da visita inicial para a seleção, os pacientes participaram de uma semana de avaliação quando os sintomas,  freqüência, uso de medicação, medidas de capacidades respiratórias e pico de fluxo expiratório (PeakFlow) foram anotados.Ao fim deste período foram reavaliados e, se estáveis, foram alocados de maneira aleatória nos grupos experimentais para o período de tratamento. Após a inclusão as crianças foram incluídas em dois grupos: ativo com 20 crianças em que as medidas agressivas globais de controle do ambiente foram executadas e grupo controle (16 crianças) em que estas medidas não foram executadas.Todas as crianças usaram o corticosteróide triancinolona durante todo o período do estudo na dose de um jato (55mcg) em cada narina à noite.Também foi permitido usar broncodilatador inalado de resgate (salbutamol-SOS) em episódios de asma.Todas foram  instruídas para anotar os sintomas diariamente, bem como  realizaram a espirometria e as medidas do pico de fluxo expiratório. Estas avaliações foram repetidas a cada dois meses de intervalo até o final do estudo.
  Como medidas agressivas globais de controle do ambiente no grupo ativo foram incluídas simultaneamente: uso de capa impermeável nos colchões e travesseiros, limpeza da casa com uso de pano úmido ou aspiração com aspirador de pó com filtro HEPA ou receptáculo de água, retirar carpetes e pisos acarpetados, uso de poltronas e outros móveis apenas se impermeáveis,  lavagem semanal de lençóis e outros tecidos do quarto com água quente a 56 oC, exposição máxima do ambiente à luz solar, evitar brinquedos de pano ou com pelos, e aplicar água sanitária em locais de umidade.
  A variável primária foi o escore de sintomas clínicos asmáticos e as secundárias foram as dosagens dos alérgenos do ambiente, o VEF1 e o pico de fluxo expiratório (Peak Flow). O estudo foi aprovado pelo Conselho de Ética da Santa Casa.

            Dosagens dos alérgenos ambientais
  Os alérgenos dos ácaros do ambiente foram pesquisados através de amostras de poeira colhidas seguindo um protocolo de coleta usando-se um aspirador de pó Eletrolux modelo Vac.A-10 aplicado na superfície de quatro locais pré-determinadas: quarto, colchões, sala de TV, tapetes e carpetes.A aspiração foi realizada durante dois minutos em uma área de um metro quadrado em cada uma das áreas escolhidas.O material  foi coletado em frasco apropriado,  misturado a 10 ml de tampão e lacrado.Esta solução era sacudida e extraída por cinco minutos e estocada em geladeira a 4oC por um máximo de quatro dias até a análise dos alérgenos pelo ensaio específico semiquantitativo do “Rapid Test for Dust Mite” (Indoor Biotechnologies, Ltd, UK)19. Os níveis de alérgenos foram expressos como negativo, nível baixo, moderado e alto, sendo que baixo corresponde a aproximadamente 0.2 μg /g de poeira; médio a 0.2-1.0 μg /g poeira; alto > 1 μg /g de poeira. A equipe foi treinada para coleta do material que era rotulado em código e o pesquisador das amostras desconhecia o código até a abertura dos resultados.

            Testes cutâneos
  Os testes cutâneos foram realizados por punturas e com extratos glicerinados que foram adquiridos de IPI-ASAC do Brasil S/A(International Pharmaceutical Immunology-São Paulo) e puntores plásticos descartáveis da IPI-ASAC do Brasil. A bateria de alérgenos padronizados incluiu:  Dermatophagoides pteronyssinus, D. farinae, Blomia tropicalis, epitélio de cão (Canis familiares), epitélio de gato (Felis domesticus), fungos das espécies Penicillium nonatum, Alternaria alternata, Aspergillus fumigatus e baratas(Blatella germânica e Periplaneta americana). Todos os antígenos usados foram padronizados em unidades biológicas (UBE) e a técnica de puntura foi a padronizada por Dreborg e Frew18, sendo o critério de positividade a formação de pápula cujo maior diâmetro deve ser igual ou superior a 3 mm, com controle negativo igual a zero e controle positivo com histamina (10mg) também superior a 3 mm.

            Medidas de espirometria e pico de fluxo expiratório (Peak Flow)
  A espirometria foi realizada em todos os pacientes no inicio e a cada dois meses subseqüentes usando o espirógrafo Spiromatic Vitatrace VT 130 SL versão 3.2 (Pro Médico LTDA) e interfaciado a um computador (Dell Dimension-Pentium de 1.80 GHZ) com o programa de software desenvolvido pela Engelógica- Engenharia de Sistemas LTDA.Uma profissional técnica foi treinada pela equipe pesquisadora e foi a única responsável  pelas medidas no período de estudo, sendo também a responsável pelas medidas de pico de fluxo expiratório (Peak Flow meter) em um aparelho Wright Peak Flow Meter e o melhor de três exames, calculados após correção de temperatura e pressão barométrica ambiente, foi gravado. Os pacientes foram também orientados em como anotar os sintomas asmáticos diariamente em relação à falta de ar, chiado, tosse, cansaço e perda de sono.
  A análise estatística foi realizada utilizando-se o teste t Student para as medidas independentes. A análise secundária foi realizada utilizando-se o deste t Student para as medidas pareadas e com desvio padrão da média, sempre analisados em relação à linha basal. Para os resultados em percentual e sem o desvio padrão foi aplicado o teste do Qui-Quadrado. Também foi analisado o coeficiente de correlação entre as medidas do pico de fluxo expiratório (Peak Flow) e as medidas dos níveis de alérgenos nos domicílios utilizando-se o coeficiente de correlação de Spearman. Nestas avaliações estatísticas usamos os programas de computador SPSS versão 10.0 e o Minitab.LNK versão 13.0 e o nível de significância estatística foi de 5%.

Resultados

 

Sessenta e dois pacientes foram incluídos no inicio do estudo.Em ambos os grupos alguns pacientes foram retirados. Vinte e seis foram retirados por não completarem os critérios de inclusão e trinta e seis foram alocados para os 2 grupos de estudo.No grupo ativo quatro foram retiradas por não completarem as medidas agressivas globais de controle do ambiente e dois do grupo controle porque apareceram com infecções repetitivas, uso de outras medicações e suspenderam prolongadamente o uso do corticosteróide nasal. A figura 1 descreve o fluxo CONSORT de pacientes.
  As características dos pacientes foram semelhantes com todos da raça branca e com os parâmetros normalmente distribuídos, sendo que os 2 grupos não apresentaram diferenças significantes (tabela I)
  Não foi objeto deste estudo, mas os sintomas da rinite alérgica melhoraram acentuadamente ao longo dos seis meses em ambos os grupos após o uso do corticosteróide nasal (Reis AP et als: Rev.Bras.Alerg.Imunopatol 2006; 29, 201-209).

  Escores asmáticos
  Os escores asmáticos foram analisados de acordo com a tabela de pontos de Borg20 em relação à falta de ar, chiado, tosse, cansaço, e perda de sono, sendo que todos eram portadores de asma persistente leve de acordo com a classificação da IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma-200616, apresentando VEF1 acima de 80% do previsto. Na linha basal os sintomas tiveram escore médio 3.1 ±  0.3 pontos e nos meses subseqüentes apresentaram  2.6 ±  0.2;  2.1± 0.4; 1.7 ± 0.3 pontos para o grupo ativo e 2.9 ± 0.2; 2.4 ± 0.3; 2.3 ± 0.2 pontos para o grupo controle (Fig.2).A análise estatística dos meses 2 , 4, e 6 para o grupo ativo em relação à linha basal, apresentou desfecho positivo com significância de p< 0.01.Para o grupo controle também houve desfecho positivo sendo a significância estatística para o  mês 2 de p< 0.05 e nos meses 4 e 6  de p<0.01. Portanto os sintomas asmáticos no grupo ativo melhoraram significativamente ao longo dos meses 2; 4; 6 e mostraram interação ao longo do tempo sendo que o mesmo ocorreu no grupo controle porém com significância menor.

Pico de fluxo expiratório
  A análise do Peak Flow (pico de fluxo expiratório) mostrou aumento médio em relação ao basal e interação ao longo do período de estudo sendo linha basal= 290 ± 49 com aumento para 305 ± 38 L/min no mês 2; no mês 4 houve aumento para 312 ± 32 L/min e houve aumento para 324 ± 38 L/min no mês 6 para o grupo ativo e para o grupo controle a linha basal foi de 282 ± 34 e aumento para 290 ± 28 L/min no mês 2; sendo que no mês 4 houve aumento para 294 ± 30 L/min e aumento para 310 ± 26 L/min no mês 6 . Houve portanto desfecho favorável no grupo ativo no mês 6 (p<0.05), sendo que houve também desfecho favorável nos meses 2 e 4, porém a nível não estatisticamente significante.Embora os valores sejam menores no grupo controle aqui também houve um desfecho favorável no mês 6 e com nível significante (p< 0.05). Quando se comparou os dois grupos não houve diferença entre os valores basais,mas nos meses 2, 4 e 6 houve diferença significante (p< 0.05), mostrando que a melhora do pico de fluxo expiratório foi mais importante no grupo ativo do que no grupo controle (fig.3).
  A espirometria com medição do VEF1 também foi realizada nestes mesmos intervalos em todos os pacientes do grupo ativo e do grupo controle, mas em relação ao valor basal não houve alteração significativa em ambos os grupos.A medida do VEF1 no grupo controle inicialmente foi de 87% do previsto em média e no grupo ativo 84% do previsto.No mês 6 as medidas médias eram de 84% e 85% do previsto, respectivamente.

Níveis dos alérgenos
 O estudo dos alérgenos dos ácaros do ambiente pelo método específico semiquantitativo foi categorizado como baixo (0.2 microgramas/g de poeira coletada); médio (0.2 a 1.0 mcg/g de poeira e alto os acima de 1.0 mcg/g de poeira e mudança em relação aos valores basais iniciais para categoria mais baixa ocorreu em 50% no grupo ativo e 21.42% no grupo controle passaram para categoria mais alta ao final do mês 2. No mês 4, 75 % do grupo ativo migrou para categoria mais baixa e no grupo controle 14.29% migraram para mais alta. No mês 6 permaneceu a migração de 75% do grupo ativo para categoria mais baixa e permaneceu a migração de 14.29% para categoria mais alta, sendo que outros 14.29% migraram para categoria mais baixa no grupo controle (p < 0.05 para o mês 2; p< 0.01 para os meses 4 e 6 do grupo ativo). Houve, portanto um desfecho favorável no grupo ativo. Não houve alteração significativa entre as categorias no grupo controle (p> 0.05) mostrando que não houve aqui um desfecho favorável. Portanto, a redução dos níveis de alérgenos nos lares com intervenção agressiva global foi bastante evidente e durante todo o período de estudo, enquanto que nos lares sem a intervenção agressiva global a dosagem dos alérgenos não apresentou maior alteração e não houve evidência de redução (figura 4).
O coeficiente de correlação das medidas do pico de fluxo expiratório e das medidas dos níveis de alérgenos do ambiente nas casas com altas concentrações alergênicas mostra forte correlação negativa (r= - 0.949 ; p< 0.05), demonstrando-se assim que inversamente, quanto mais se reduzem os níveis de alérgenos do ambiente, maiores são os picos de fluxo expiratórios.

Discussão

 

É conhecido que 80 a 90 % dos pacientes com asma têm rinite alérgica e 40 a 50% dos pacientes com rinite alérgica têm asma10.A razão pela qual alguns indivíduos com rinite alérgica desenvolvem hiperreatividade brônquica, enquanto outros não, não é conhecida.Uma possibilidade é que a alta exposição à alérgenos seja importante fator indutor. Sob condições naturais,a hiperreatividade brônquica pode ser induzida por exposição sazonal a alérgenos em indivíduos portadores apenas de rinite alérgica21.Este fenômeno pode também ser reproduzido em laboratório. Um estudo envolvendo 16 indivíduos com rinite alérgica e nenhuma hiperratividade brônquica ( <20% de redução do VEF1 após inalação de 75mg/ml de metacolina), quatro indivíduos desenvolveram hiperreatividade das vias respiratórias baixas dentro do padrão asmático22. Sabe-se hoje que existe uma ligação entre rinite alérgica e asma,  que apresentam contigüidade física e o mesmo mecanismo imunopatológico, transporte mucociliar, membrana basal, sistema capilar, glândulas mucosas, células “globet” e inervação , levando ao conceito de CARAS (Síndrome Combinada de Rinite Alérgica e Asma) ou ARIA (Rinite Alérgica e seu Impacto na Asma)9,23. Quando se realiza teste de provocação nasal com alérgeno específico, sem deposição na árvore brônquica, pode se desencadear reatividade brônquica12.Muitos pacientes que têm rinite alérgica, mas não têm asma, mostram respostas anormais na árvore brônquica, imediatas ou tardias, a testes de provocação com metacolina, histamina ou ar frio24.
  Inúmeros trabalhos consistentemente mostram que o tratamento da rinite alérgica beneficia asma. Embora antihistamínicos sejam geralmente considerados como sem ação sobre a asma, o estudo ETAC (Early Treatment of the Atopic Child) em que cetirizina foi administrada por 18 meses a crianças atópicas de 1-2 anos de idade com testes positivos a ácaros e polens, resultou em aproximadamente 50% de redução de incidência de asma25.Diversos estudos demonstram a eficácia do uso de corticosteróide tópico nasal em pacientes com rinite alérgica intermitente e asma leve. Welsh e cols. em 1987 já demonstraram que pacientes com rinite alérgica em uso de beclometasona ou flunisolida tópicas melhoraram significativamente os sintomas brônquicos26. Corren e cols.em seguida examinaram o efeito de beclometasona intranasal sobre a hiperreatividade brônquica em pacientes com rinite alérgica e asma leve e demonstraram, com o teste de provocação por metacolina, grande melhora da reatividade brônquica27. Outros estudos examinaram o efeito do corticosteróide intranasal em pacientes com rinite alérgica persistente e asma leve. Por exemplo, um deles examinou o uso de budesonida intranasal e demonstrou redução das medidas objetivas de obstrução nasal, sintomas de asma e broncoespasmo induzido por exercício28. Em seguida Watson e cols. examinaram o efeito de beclometasona intranasal sobre os sintomas asmáticos e resposta brônquica a testes de provocação com metacolina, tendo concluído por redução dos sintomas asmáticos e reatividade induzida pela metacolina29. Além disto, estes autores completaram elegantemente o trabalho demonstrando que, beclometasona marcada por radioisótopo e depositada na via intranasal, era encontrado somente com 2% de deposição na área pulmonar, ficando claro que o efeito do corticosteróide era por via nasal e não por via pulmonar. Recentemente autores brasileiros e canadenses demonstraram que triancinolona nasal é capaz de reduzir os marcadores inflamatórios das vias aéreas inferiores quando usados para rinite alérgica em pacientes também portadores de asma30.
    De acordo com os Consensos Internacionais e o Brasileiro sobre o tratamento da asma este tratamento deve incluir o controle do ambiente, o uso de agentes beta 2 agonistas conforme a necessidade e o corticosteróide inalado em doses baixas16-17.O último Consenso Brasileiro sobre Rinites aconselha que no tratamento da rinite alérgica se deve incluir o controle do ambiente, uso de antihistamínicos tópicos ou orais e corticosteróide nasal15.
   Neste trabalho em que avaliamos o resultado da rotina clássica preconizada para pacientes com rinite alérgica persistente e asma leve persistente onde incluímos o controle ambiental, o uso de agente beta 2 agonista de acordo com a necessidade e o corticosteróide nasal para uso prolongado, verificamos o resultado positivo desta conduta não só sobre rinite alérgica (Reis AP et als: Rev.Bras.Alerg.Imunopatol 2006; 29, 201-209) mas também sobre a asma leve concomitante que estes pacientes apresentavam.  Quando medimos o pico de fluxo expiratório (Peak Flow) houve desfecho favorável no grupo tratado mas também no grupo controle que usou apenas o corticosteróide nasal por um período de seis meses, mas esta melhora ocorreu somente no 6° mês de estudo, demonstrando melhor resultado principalmente para o uso mais prolongado (Fig 3). Devido a pouca biodisponibilidade da triancinolona nasal, é muito pouco provável que nossos resultados sejam devido à ação sistêmica deste composto e sim pela ação antiinflamatória do corticóide sobre as células inflamatórias e citocinas locais que têm repercussão em toda a extensão da árvore respiratória que se constituem em um trato único.
    O controle do ambiente é parte muito importante nesta estratégia. A alergia aos ácaros ambientais é a causa mais comum de doença alérgica respiratória na criança  e o controle do ambiente parece ser a maneira mais lógica de tratar criança com alergia respiratória relacionada aos ácaros.A literatura que suporta esta afirmação é extensa31-38. Custovic et cols descreveram a correlação entre a exposição aos ácaros, reatividade a metacolina e diminuição do VEF1 em adultos39.Chang- Yeung et cols notaram que crianças asmáticas sensíveis aos ácaros mostravam uma relação positiva entre os sintomas asmáticos e nível de alérgeno do ambiente e relação negativa entre Peak Flow e nível de ácaros40.Investigadores australianos demonstraram que mudanças na concentração alergênica nas camas correlacionaram positivamente com hiperreatividade brônquica à histamina e sintomas asmáticos33.Investigadores europeus relataram que o uso de capas impermeáveis aos ácaros nas camas, combinado com o uso de filtros, melhora a hiperreatividade brônquica, embora não tenham verificado melhora no VEF1, Peak Flow ou sintomas asmáticos34.Murray e Ferguson , estudando crianças asmáticas com controle do ambiente em que incluíram capas impermeáveis no travesseiro e colchão, ausência de carpetes e brinquedos de pelúcia ou outros que retêm poeira, verificaram menos sintomas de asma, menor uso de medicação e melhora no Peak Flow36.Walshaw e Evans, avaliando adultos asmáticos com ambiente controlado usando capas impermeáveis, lavagem semanal dos tecidos das camas, limpeza ou remoção de carpetes, remoção de poltronas estofadas, verificaram melhora no Peak Flow, relação VEF1/CVF, hiperreatividade brônquica à histamina, mas não ao VEF1 isolado, quando compararam ao grupo controle37. Neste estudo a exposição antigênica aos ácaros do  ambiente foi medida pela concentração antigênica em mcg/g de poeira. Este método de avaliação tem sido recomendado pelos três últimos workshops internacionais e tem sido usado em diversos ensaios e com sucesso37,41,42. O uso de métodos baseados na técnica de ELISA (ensaio imuno enzimático com anticorpo monoclonal) tem fornecido um índice bastante válido de exposição antigênica e métodos semiquantitativos, como o que usamos neste ensaio, podem ser usados por clínicas, laboratórios, médicos e até por pacientes para controlar e monitorar o nível de concentração antigênica na casa do alérgico43. Os alérgenos são medidos em amostras de poeira coletadas por aspirador de pó em área de 1 m2 e por 2 minutos em três a quatro locais da casa, principalmente quarto, sala de TV, tapetes, carpetes, e mostram boa correlação da quantidade de alérgenos e o índice de exposição.O teste é rápido e dá condições ao pesquisador, médico ou paciente de avaliar o índice em alto, médio ou baixo por simples linhas coloridas que se correlacionam ao grupo dois dos antígenos de ácaros determinados pelo teste de ELISA.
  A grande limitação deste estudo está no fato de não termos um grupo controle sem o uso do corticosteróide nasal, devido a problemas éticos.
  A conclusão final do estudo é de que o controle do ambiente e o uso de corticosteróide tópico nasal em crianças por um período de seis meses são capazes de reduzir a concentração antigênica nos lares dos pacientes e melhorar a sua asma, demonstrado pela redução dos sintomas e do pico de fluxo expiratório (Peak Flow).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LEGENDA DA FIGURA 2

 

    • O Escore Total de Sintomas representa a média somatória pela tabela de Borg em relação a falta de ar, chieira, tosse, cansaço e perda de sono.

# #  com 2 meses p<0.01 no grupo ativo e p<0.05 no controle                                            nos meses 4 e 6 os valores do grupo ativo e controle apresentaram diferença  significativa p<0.01

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEGENDA DA FIGURA 3

 

    • Os números representam os valores médios das medidas do pico de fluxo expiratório em L/min (Peak Flow) ± os desvios das médias.

## p< 0.05 no mês 6 para o grupo ativo e o grupo controle.
       Não houve diferença significante nos meses 2 e 4.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEGENDA DA FIGURA 4

 

Ativo= pacientes com medidas agressivas de controle ambiental+ corticosteróide nasal
Controle= pacientes sem as medidas agressivas de controle ambiental + corticosteróide nasal

1‘   Alta > 1.0 mcg/g de poeira

  • 3Média de 0.2 a 1.0 mcg/g de poeira

 

2    Baixa= 0.2 mcg/g de poeira

#   Os números representam as casas dos pacientes que tiveram aquela concentração dos alérgenos ambientais

No grupo ativo em relação ao basal, no 2o. mês 50% migraram para categoria mais baixa (p < 0.05);  no 4 º mês e no 6 º mês 75%  migraram para categoria mais baixa (p < 0.01).

No grupo controle em relação ao basal, 21.42% migraram para categoria mais alta ( p> 0.05 );  no 4 º mês 14.29% migraram para categoria mais alta (p> 0.05S) e no 6 º mês 14.29%% permaneceram na categoria mais alta e 14.29% migraram para categoria mais baixa (p > 0.05 ).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Lista de Checagem

  • Carta de submissão assinada
  • Original  on line
  • Página de rosto com todas informações solicitadas
  • Resumo em Português e Inglês com descritores
  • Texto contendo introdução, métodos, resultado e discussão(primeiro arquivo anexado.
  •  Referências bibliográficas no estilo Vancouver, numeradas por ordem de aparecimento (integrante do primeiro anexo).
  • Tabela numerada (integrante do segundo anexo)
  • Figuras identificadas (integrante do segundo anexo)
  • Legenda das figuras (integrante do primeiro anexo)
  • Inclusão da informação sobre aprovação do trabalho

Lista de checagem preenchida

Notícias
  • Diretor Médico.
  • Professor Convidado de Pós Graduação da UFMG e Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Doutor em Imunologia pela
  • Bioquímica da UFMG.
  • Ex-presidente da Soc. Brasileira de Alergia e Imunopatologia-MG.
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