A RINITE ALERGICA
A RINITE ALÉRGICA  A alergia, também chamada de reação de hipersensibilidade, é uma resposta exagerada do sistema de defesa, quando o organismo é exposto a uma determinada substância estranha. Essa reação ocorre em pessoas predispostas geneticamente e que já tenham sido sensibilizadas previamente por aquele agente. As alergias resultam de uma combinação da bagagem genética individual, que torna o organismo de algumas pessoas mais sensível, com fatores agressivos presentes no ambiente, chamados alérgenos. Os mais comuns estão dentro do próprio domicílio. São os ácaros encontrados na poeira, restos e fezes de baratas, mofo, pêlos de animais domésticos, fumaça de cigarro, pólen e esporos de fungos, além de certos alimentos, medicamentos e produtos químicos. Quando uma pessoa alérgica entra em contato com algum desses agentes, seu sistema de defesa reage de forma exagerada, produzindo os sintomas desconfortáveis das alergias. Segundo pesquisas recentes, a rinite alérgica é uma das alergias mais comuns e atinge 20% dos brasileiros. Os sintomas mais freqüentes da rinite alérgica incluem espirros constantes, coriza, sensação de nariz entupido ou de “cabeça pesada”, coceira nos olhos, no nariz, no céu da boca e na garganta. O incomodo é maior sobretudo à noite ou ao acordar e tende a melhorar durante o dia. Uma das principais formas de deter as crises é fazer o tratamento preventivo, sob a orientação médica. Este tratamento visa o uso adequado de medicamentos que trabalham ao longo do tempo para bloquear a rinite alérgica e o uso de imunoterapia específica (vacinas) que atuam no sistema imune para mudar a sua direção no sentido de proteção. Outro cuidado fundamental é manter os ambientes limpos, livres de ácaros e poeira: encape colchões e travesseiros com tecidos impermeáveis; use pano úmido e produtos que eliminem o mofo no chão e nas paredes; remova tapetes, cortinas e bichinhos de pelúcia; deixe os ambientes ventilados e iluminados pelo sol. E – muito importante – não permita cigarro em locais fechados e perto de crianças. Você sabia que aquele “eterno” resfriado caracterizado por crises de espirro, coceira no nariz, obstrução nasal e dificuldade de dormir, por nariz trancado, pode ser na verdade rinite alérgica? A identificação desta rinite, que se constitui no diagnóstico médico, exigirá que o seu médico identifique a causa da rinite e a elimine ou diminua, use medicamentos para combater os sintomas provocados pela doença e oriente o seu organismo para ele mesmo construir uma barreira imunológica que possa defendê-lo(a) eficazmente de futuras crises.  Para prevenir as alergias respiratórias: · Manter os ambientes secos e abertos, permitindo a circulação do ar e a entrada dos raios de sol, capazes de destruir os ácaros · Incentivar as crianças a brincar ao ar livre, agasalhando-as no tempo de frio. ·Encapar colchões, travesseiros e almofadas com plástico ou tecidos impermeáveis. · Trocar a roupa de cama pelo menos uma vez por semana, lavando-a em água quente. · Usar cobertores antialérgicos, lavando-os regularmente e deixando ao sol para secar. • Evitar móveis estofados de pano e almofadas na sala íntima ou de TV. · Evitar plantas, animais de estimação, bichinhos de pelúcia, tapetes ou carpetes, livros e brinquedos acumulados no quarto das crianças. · Retirar as cortinas ou usar aquelas de tecido sintético, mais finas, curtas e presas por argolas para facilitar a remoção ou a lavagem a cada 15 dias. · Substituir a vassoura por pano úmido na limpeza diária, afastando as pessoas alérgicas. · Aplicar produtos antimofo e acaricidas em carpetes, frestas e cantos dos móveis. · Não usar inseticidas em spray nem espiral · Jamais fumar dentro de casa, perto de crianças ou mesmo de adultos alérgicos. ATAUALPA P. DOS REIS-MÉDICO ALERGOLOGISTA E PROFESSOR DE POS GRADUAÇÃO.
Notícias
  • Diretor Médico.
  • Professor Convidado de Pós Graduação da UFMG e Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Doutor em Imunologia pela
  • Bioquímica da UFMG.
  • Ex-presidente da Soc. Brasileira de Alergia e Imunopatologia-MG.
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